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Dia do Design

Aloísio Magalhães nasceu em 5 de novembro de 1927 e faleceu prematuramente em 13 de junho de 1982. Foi um dos pioneiros e grandes mestres do design gráfico brasileiro. Hoje é o Dia do Design no Brasil, em homenagem à data de seu nascimento — nada mais justo.

Pensei em escrever em termos de comemoração, mas isso poderia se tornar meio estéril, fútil até. O que se pode celebrar é a quantidade de eventos rolando pelo país, pipocando ano a ano, com diversidade de formatos, eis alguns que ocorrem por estes dias:

• Viver Design em São Paulo

• Design: quo vadis?

• Semana do Design na ESPM

• Pernambuco Design 2008

• Re-Desenho

• Sede 2008

• Design na Brasa

• Revela Design 2008

• Epidemia Design

O ponto positivo é que o espaço para discussão se ampliou. Parece que agora seremos pelo menos um gueto — e quem sabe posteriormente poderemos sair dele. Os problemas ainda persistem, velhos vícios de mercado ainda estão por aí, mas o que há de diferente?

Creio que estamos olhando para o próprio umbigo de outra maneira: não com o rei na barriga, mas sim dispostos a “rever os conceitos”. Há uma simultaneidade de questionamentos muitas vezes semelhantes, apenas adaptados às realidades locais: práticas profissionais, sustentabilidade, identidade cultural, o futuro da profissão… e a qualidade do design produzido por nós. A respeito disso, concordo com o texto de Lígia Fascioni: a falta de tempo é algo extremamente nocivo à proliferação de novas idéias. Desde sempre aprendemos que o design é um fator de diferenciação, algo como deixar de ser mais um, tornando o objeto do projeto um indivíduo e destacando-o da multidão, comunicando seus atributos de forma eficiente e criativa. E muitas vezes o que mais se vê é mais do mesmo.

Por outro lado, nunca se viu tantos eventos, opiniões e projetos com repercussão internacional. Ao mesmo tempo se convive com a excelência e a mediocridade. Mas não foi sempre assim? Com o volume de informações que temos acesso todos os dias, não é surpresa que tudo se banalize rápido demais e as referências se tornem meras muletas para projetos que mal foram pensados.

Livro: Novos Fundamentos do Design

Novos fundamentos do design

Ellen Lupton e Jennifer Cole Phillips

Tradução: Cristian Borges

Ellen Lupton veio ao Brasil e além de palestras, concedeu 2 entrevistas (aqui e aqui) que fazem pensar sobre a atuação do design, mesmo com as diferentes realidades que vivemos. A partir de suas idéias, chego a pensar que conceitos básicos não estão sendo recombinados para serem potencializados com as novas tecnologias, mas apenas descartados em nome do “novo”. É difícil ter a consciência de onde a ruptura representa progresso e quando ela é descartável.

A versatilidade de nosso povo não pode ser utilizada apenas para produzir pirotecnias vazias e ter agilidade na execução de projetos. Cadê nosso algo a mais? Parabéns a Aloísio e ao design!

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